Dylan Dog: Mater Dolorosa – Sonhar dói demais!

Dylan Dog: Mater Dolorosa – Sonhar dói demais!

Dylan Dog: Mater Dolorosa marca o aniversário de 30 anos das publicações de Dylan Dog na Itália. Escrita por Roberto Recchioni e desenhada por Gigi Cavenago, Mater Dolorosa é um conto surpreendente sobre as raízes do personagem. Leia abaixo, nosso review.

Introdução ao personagem

Ok! Antes de começar esta resenha, tenho que citar que nunca li Dylan Dog e, que fora Tex e Zagor, meu contato com quadrinhos italianos é menos que o mínimo. Como é a meu primeiro contato com o personagem, fui atrás de me informar um pouco sobre ele.

Mater dolorosa

Porém, como tudo tem sua primeira vez, comecei a leitura desse personagem neste encadernado luxuoso publicado pela Editora Mythos em 2016. E, além de tudo, este encadernado de Mater Dolorosa, é referente a edição 361 italiana, comemorando os 30 anos das publicações do personagem. Sobre isso, tenho a dizer a história em si no encadernado, não me pareceu um bom ponto de entrada para o personagem. Durante a leitura da história, notei que ela de fato é um conto fechado. Mas, quem é a Mater Morbi que aparece na trama? Porque tem um pequeno Dylan em um Galeão do século XVII?

Bom, a resposta da primeira pergunta está na publicação Mater Morbi, publicada pela editora Lorentz, com roteiros de Roberto Recchioni e desenhos de Massimo Carnevale. Nela, vemos Dylan Dog acometido por um mal súbito e inexplicável que o deixa acamado em um leito de hospital às portas da morte. Seus pesadelos o levam aos domínios de Mater Morbi, conhecida como a Mãe de Todas as Doenças, que quer mantê-lo como escravo em seus domínios. Após ler a história em uma scan (não encontrei para comprar), aí sim comecei a leitura de Mater Dolorosa.

Mater Dolorosa

Sobre a segunda pergunta, no começo do encadernado existe um “Guia De Leitura” para novatos entenderem o contexto e conceito de Mater Dolorosa, explicando várias referências da cronologia do personagem para as citações da história. Porém, ela literalmente estraga a experiência pois revela situações do desfecho do enredo. Em meu ponto de vista, se colocado no fim da história como um “complemento” final, o resultado seria muito melhor. Porém, eu por sorte, ao ver que estas referências eram explicadas com o número de páginas, achei prudente não ler na hora e não fui surpreendido.

O que acontecem em Mater Dolorosa?

Terminadas as explicações, vamos a resenha.

Em Mater Dolorosa temos um Dylan Dog sofrendo com sua doença dos sonhos, que está o matando aos poucos e trazendo de volta em seus pesadelos, a Mater Morbi. Decidido à entender o que está acontecendo, Dylan Dog mergulha em uma viagem psicodélica a suas origens familiares (que entendi melhor lendo o guia que citei acima após terminar o encadernado), onde um embate final com Mater Morbi o aguarda. Porém, o roteiro nos traz muito mais. Dentro dos conceitos já estabelecidos do personagem, o empresário Ghost dá as caras aqui, já que é um recente oponente de Dylan Dog e obviamente foi colocado na história para tramas futuras e demonstra saber muito, sobre nosso protagonista. Outro detalhe importante, é que detalhes sobre os antepassados de Dylan sofrem um retcon aqui, provavelmente já visando novas tramas para o futuro. É impossível para mim, que já leu bastante Hellblazer, não se lembrar de Constantine. Mas, como é minha primeira leitura de Dylan Dog, pode ser apenas impressão.

A história se desenrola basicamente nessa contemplação do passado, onde Dylan passa a entender e compreender a obsessão que Mater Morbi tem por ele e, o termo “Mater Dolorosa” aqui, é definido na figura da mãe do antepassado de Dylan (que por sua vez, também se chama Dylan). Ou seja, uma criatura antiga, que data da criação como Mater Morbi, quer para sempre a alma de Dylan. O conceito tocante sobre a busca pra cura de uma doença do passado que também assolava o pequeno ancestral Dylan, encontra totalmente o Dylan Dog do presente, criando um vínculo e que sustenta toda a motivação de Mater Morbi. Do passado ao presente, uma luta será travada e o prêmio, é a alma do detetive dos pesadelos.

Mater Dolorosa

Vale a pena ler Dylan Dog: Mater Dolorosa?

No mais, como primeira leitura do personagem, eu gostei bastante. Porém, não recomendo como leitura inicial pois eu tive que ir atrás de informações. Mas, para iniciados no universo do personagem, com certeza irão se amarrar muito. Eu fiquei impressionado de que o roteiro não tenta ser algo absurdo (apesar de ser uma edição comemorativa do personagem), querendo revolucionar o personagem. Há a clara intenção de retcon e inserção de elementos para o futuro, mas nada que no meu ponto de vista, tire a graça desta edição em si. A arte de Gigi Cavenago, é primorosa! Não existem quadros desenhados, existem verdadeiras pinturas! Seu estilo me impressionou bastante e agora, vou colocá-lo no meu radar para acompanhar.

Nota de Dylan Dog: Mater Dolorosa: 3,5/5

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Mater Dolorosa
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Léo Palmieri

Pai, marido, nerd. Fã do Surfista Prateado e do Superman, juntou uma equipe de super-pessoas para trabalhar no projeto Crossover NERD com o intuito de divulgar o belíssimo mundo geek!

Um comentário em “Dylan Dog: Mater Dolorosa – Sonhar dói demais!

  1. Essa história é boa com uma arte incrível, mas não supera Mater Morbi que é um quadrinho excelente.
    Dylan lembra constatine mas é em poucos detalhes, mas nos cenários das histórias, no demais é bem diferente. Por fim ler DylanDog é igual a Tex, ou praticamente qualquer quadrinho da bonelli pode começar ler de qualquer edição, tem uma cronologia, mas a maioria das história não se apega esta cronologia.

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